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3 métodos para negociar dívidas

O Brasil é um dos países com o maior número de inadimplentes da América Latina, segundo um levantamento feito pelo professor Ricardo Rocha, do Insper, com base em dados do CountryMeters e do Serasa Experian. De dezembro de 2018 para janeiro de 2019, o percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida subiu de 59,8% para 60,1%.

 

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Além de criar problemas que viram uma “bola de neve” com o passar do tempo, ter dívidas pode interferir na realização de sonhos e até mesmo nas compras do dia a dia. Por isso, saber o quanto você deve e tentar descongelar seu orçamento o mais rápido possível é o indicado para sair do aperto e poder quitar os débitos. Mas como descongelar o orçamento? Uma das maneiras é negociar as dívidas. Então confira como se preparar para fazer isso de forma que a situação seja resolvida sem pesar mais em seu bolso:

1. Informe-se e elabore uma proposta inicial

Antes de entrar em contato com o credor, analise sua situação financeira e defina o quanto pode despender para quitar a dívida. Afinal, o objetivo é conseguir se livrar do problema, e não adquirir outro que, se não for cumprido, pode até dificultar uma renegociação.

Além da quantia que estiver disposto a pagar mensalmente, defina uma proposta realista: tente pesquisar e preestabelecer as condições, a taxa de juros e o prazo que mais se adequam à sua realidade (levando em conta o contrato e as normas fixadas).

Assim, mesmo que o credor ofereça uma contraproposta ou que as condições não fiquem exatamente como o planejado, você vai estar preparado, o que dá mais garantia de que o acordo será benéfico para ambas as partes.

Uma dica importante é: não comprometa todo o seu orçamento com a nova parcela. Ter um pouco de dinheiro sobrando para começar a construir sua reserva de emergência é primordial para garantir que você nunca mais terá dívidas.


2. Converse de forma franca

Ao procurar o credor, seja franco quanto à situação e ao que você está disposto a fazer para entrar em um acordo. Demonstre quais condições são melhores para que cumpra o pagamento: reduzindo o valor das prestações, aumentando a quantidade de parcelas ou até quitando à vista. Nesse último caso, sua chance de conseguir um desconto é ainda maior, pois geralmente é mais vantajoso e seguro para o credor receber o dinheiro de imediato.

Essa transparência deixa a conversa mais fácil, pois, assim como você deseja pagar para sair da situação, o credor quer receber.

3. Registre tudo que foi decidido

Geralmente, um atendimento presencial é a forma mais recomendada para realizar sua negociação. Porém, independentemente do meio pelo qual opte, anote todas as decisões e informações importantes, como nome do atendente, data e horário do contato e o que foi apresentado. Os contratos ou propostas devem sempre ter duas vias assinadas e registradas tanto por você quanto pelo credor. Esse documento demonstra seu comprometimento para cumprir com o que foi negociado e ainda garante segurança para os dois lados.

Agora que você já sabe o que fazer para renegociar a suas dívidas, veja a importância de ter uma reserva de emergência.

 
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