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História do Sicoob JUS-MP

Inaugurada em 21 de janeiro de 2000, a MPCRED surgiu a partir da união de membros do Ministério Público do Estado de Minas Gerais para promover uma melhor alternativa ao sistema bancário tradicional. A COOPERMAGIS teve início em 11 de outubro de 2001, quando membros do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais uniram-se com o mesmo objetivo.

 

O surgimento de ambas se deu a partir de um quando os representantes compreenderam a importância de resolver coletivamente as necessidades econômicas experimentadas individualmente, de forma a obter benefícios mais expressivos do que aqueles obtidos pela ação isolada de cada um. Mesmo considerando o interesse econômico individual dos associados como o objetivo da cooperação, o indivíduo não é priorizado em detrimento do coletivo: ambos têm o mesmo grau de importância na cooperativa.

 

Aliança entre MPCRED e COOPERMAGIS foi realizada em 27 de março de 2010.

  

A Cooperativa trata-se de um segmento representado por organizações de pessoas que se unem, de forma voluntária, para cobrir necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. Baseando-se em valores de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, eqüidade e solidariedade. Criadas com um propósito inicial de “defender” e proteger o sustento de comunidades das imperfeições do mercado.

As Cooperativas hoje estão presentes nos mais diversos setores e promovem, dentre outros benefícios, o acesso ao crédito, à saúde, à educação, à moradia, e ao mercado de trabalho, com responsabilidades sociais e ambientais (OCB, 2004). A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) classifica as cooperativas do Brasil em treze ramos distintos de acordo com o setor econômico de sua atividade (OCEMG, 2008): Agropecuário, Consumo, Crédito, Educacional, Especial, Habitacional, Infraestrutura, Mineral, Produção, Saúde, Trabalho, Transporte e Turismo e lazer.

As Cooperativas de Crédito surgiram no Brasil como entidades coletivas e mutualísticas de gestão dos recursos financeiros dos seus associados, sendo a primeira cooperativa do Brasil e da América Latina instalada em 1902, no município de Nova Petrópolis, Estado do Rio Grande do Sul (OCB, 2002). As Cooperativas de Crédito são Instituições Financeiras autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central do Brasil, que exige das mesmas, rígidos controles, auditorias independentes e transparência na gestão. O ramo de Crédito no Brasil, em dezembro de 2009, segundo OCB apresentou 1100 Cooperativas de Crédito, 3.497.735 cooperados e 42802 empregados. O setor Cooperativo de Crédito no Brasil atualmente concentra 2,3% das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional - SFN (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2009). Segundo levantamentos feitos junto ao Banco Central do Brasil, a partir de 2002, observa-se a estabilidade no número de cooperativas de crédito e, a partir de 2007, ocorre ligeiro declínio do número de Cooperativas deste segmento. No mesmo período observa-se a evolução na participação relativa do Cooperativismo de Crédito no Sistema Financeiro Nacional em termos, por exemplo de Operações de Crédito, Empréstimos, Financiamentos entre outras e do Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo. Nesse contexto de estabilização, constata-se um aumento no número de processos de fusão ou incorporação (F/I) entre Cooperativas de Crédito no mesmo período. Denomina-se fusão o processo a partir do qual duas ou mais empresas se unem para formar uma sociedade inteiramente nova, que absorverá os ativos e passivos das empresas que se uniram. Denomina-se incorporação – ou aquisições – o processo a partir do qual duas ou mais empresas se unem, mantendo a identidade de uma delas, geralmente aquela com maior volume de ativos ou cuja marca tem maior expressividade junto ao mercado em que atua. O processo de aglutinação entre Cooperativas é uma forte tendência no cooperativismo contemporâneo. Esse processo é considerado uma forma de aliança estratégica que essas organizações podem adotar para alavancar seus desempenhos empresariais, como aumento de participação no mercado, eliminação da concorrência predatória entre cooperativas de mesma atividade econômica, melhor controle de preços e custos, geração de melhores resultados e sobras e aumento de chance de sobrevivência do negócio cooperativo.

 

 

 

*Dados da OCB. Organização das Cooperativas Brasileiras. Disponível em: <http://www.sescoop.org.br>Acesso em: 01 jul. 2011.